AMF3

Quando começo esta resenha, não sei qual será o resultado do pleito que se realiza neste domingo, 4 de outubro de 2026, no Brasil. Ouso propor como tema que o resultado não importa, pois vivemos um processo de inflexão dos mecanismos democráticos sem precedentes em nossa democracia. A democracia está perdendo em razão de todo o cenário sociocultural a que chegamos, a ponto de uma pauta fascista ter tomado por completo o debate sobre a coisa pública, ainda que o candidato protofascista chegue em segundo lugar.

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Em resenha anterior a este periódico, que tenho o hábito de consultar com frequência para acompanhar Cabo Verde, propus a ideia de fala franca, ou parresia, como um exercício filosófico importante1. O tema me é caro e se articula com outros eixos da investigação que desenvolvo atualmente na PUC-Campinas, como pós-doutorando, em torno da Filosofia de Vida. A essa constelação de conceitos somaria ainda outras noções centrais para uma filosofia de vida entendida como prática existencial, a escrita de si (hupomnemata), a epistrophe (conversão do olhar, retorno a si) e a anachoresis (retirada em si mesmo).

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O presente texto parte de uma inquietação de fundo, a de que o debate entre criacionismo e evolucionismo é, em boa medida, um problema epistemológico mal formulado, ou melhor, um problema que frequentemente se recusa a ser formulado como tal. Tanto o criacionismo de certas vertentes evangélicas/protestantes quanto o ateísmo militante de alguns divulgadores científicos cometem erros simétricos, o de tratar questões de convicção como se fossem questões de evidência, e o de tratar evidências como se fossem convicções. A obra de José María Castillo, Jesus: a humanização de Deus, oferece, nesse contexto, um instrumental conceitual preciso e raras vezes explorado fora dos círculos da teologia acadêmica. O que Castillo elabora no capítulo inaugural do livro, a distinção entre ‘conhecimento’ e ‘convicção’, não é um argumento apologético, é uma contribuição epistemológica que, rigorosamente aplicada, tem consequências para o debate público sobre religião e ciência.

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SÃO PAULO, SP/BR, 02 DE ABRIL DE 2026 — O Projeto AMF3 Escola de Filosofia anuncia a abertura das inscrições para o curso “Maçonaria Informações Gerais”. A iniciativa propõe um percurso informativo fundamentado nas Ciências da Religião e na Filosofia como exercício espiritual, voltado especialmente para o público de tradições cristãs que, historicamente, associa a instituição maçônica a categorias conceituais de mal ou práticas satânicas.

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A obra Verdade e Método, do filósofo alemão Hans-Georg Gadamer, publicada no Brasil pela Editora Vozes, representa um dos marcos fundadores da filosofia contemporânea. Ao longo de suas extensas análises, Gadamer não se propõe a redigir um manual de regras interpretativas ou uma cartilha metodológica para as ciências humanas, mas sim a investigar as condições universais da compreensão humana. O presente ensaio crítico tem o objetivo de explorar a concepção gadameriana de hermenêutica, demonstrando de que modo o autor desloca o eixo da busca pela verdade do rigor metódico das ciências exatas para a experiência histórica e linguística. Em especial, analisaremos em que sentido a hermenêutica atua como um “horizonte de sentido”, revelando que o significado de uma obra não é uma substância inerte e fixa no próprio texto, mas um acontecimento vivo que se realiza de forma contínua no processo de sua interpretação e extração.

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O que se propõe aqui não é a defesa do outro tornado monstro na narrativa corrente. A questão é outra, trata-se do grotesco que veste roupagem religiosa e que não é fenômeno externo à nossa formação cultural ocidental. É gestado dentro dela, e é precisamente por isso que ele é mais perigoso do que parece, pois tende a passar desapercebido. Esta resenha oferece pistas inicias, uma chave para pensar e desmontar uma bomba-relógio que segue sendo construída, peça por peça, dentro das próprias tradições cristãs que nos constituem enquanto ocidente. A ideia é avisar a todos que o monstruoso não está lá fora, mas aqui dentro.

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Ainda no fatídico dia 28 de fevereiro de 2026, como já resenhamos, aviões de combate israelenses lançaram mísseis sobre a residência oficial de Ali Khamenei em Teerã. O guia supremo da República Islâmica morreu aos 86 anos, após 37 anos de mandato. A televisão estatal iraniana confirmou a morte às 4h58 do dia 1.º de março. O apresentador, em lágrimas, proclamou que o ayatollah havia alcançado o martírio após uma vida dedicada à proteção da revolução.

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Na madrugada do sábado 28 de fevereiro de 2026, enquanto milhões de iranianos se preparavam para mais um dia comum de trabalho e estudo e das coisas normais do cotidiano, pois sábado é o primeiro dia útil da semana no Irã, aviões norte-americanos e israelenses iniciaram a Operação Epic Fury, despejando toneladas de bombas sobre Teerã e pelo menos outras quatro cidades.

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A proposta da resenha é partilhar algumas meditações sobre o uso de tecnologia na pesquisa e na vida escolar em geral. Nossa ideia é que a interdição ou a moralização da questão não é a forma adequada de pensar o tema, e que a via da interdição atende mais a interesses conservadores do que ao real efeito de quebra do status quo.

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O portal AMF3 inaugura hoje um espaço dedicado à askesis (exercício) dialógica. Compreendendo a filosofia não apenas como erudição teórica, mas como um exercício espiritual que exige o confronto com o pensamento do “outro”, abrimos este laboratório de inteligência coletiva. O objetivo é transcender a leitura passiva e estimular uma prática de reflexão ativa e compartilhada.

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