Léxico AMF3
Léxico AMF3 – Definições Fundamentais
Para o pesquisador, a clareza conceitual antecede o debate. Reuni neste léxico as definições basilares que estruturam o pensamento desta Escola. Aqui encontra-se a delimitação precisa de termos fundamentais como “Filosofia Antiga”, “Iniciação”, “Pedagogia” e “Teologia”, afastando o senso comum e estabelecendo o vocabulário técnico necessário para o aprofundamento nos nossos estudos.
Trilhas de Estudo
Bem-vindo à AMF3 – Escola de Filosofia.
Com um acervo que ultrapassa novecentas publicações, este site funciona como uma biblioteca de investigação em Filosofia e Ciências das Religiões. Para orientar os seus estudos e evitar a dispersão, organizei este roteiro de leitura que agrupa os textos essenciais em três trilhas temáticas: o estudo crítico da Maçonaria e do Sagrado, a Filosofia como modo de vida e os desafios da Educação contemporânea.
Utilize este índice como ponto de partida para sua navegação.
Entre o Malhete e o Zap: Onde foi parar o desbastar da pedra bruta?
A ideia de construtor social é familiar aos praticantes da maçonaria. Embora existam variações históricas e fenomênicas dentro do Rito Escocês Antigo e Aceito, é possível identificar pilares compartilhados. O primeiro deles refere se à exigência, por uma parcela expressiva das potências, da crença no Grande Arquiteto do Universo (GADU), ainda que existam frações minoritárias no Brasil que não façam tal imposição.
O Segredo Maçônico Revelado
O título desta reflexão em torno de revelar os segredos da maçonaria assume um caráter provocativo para, de imediato, subverter a lógica do espetáculo e propor um exame crítico sobre o segredo na Maçonaria. Longe de alimentar fofocas ou revelações míticas, este texto busca sistematizar as percepções colhidas em diálogos acadêmicos e interações em meu site, oferecendo um novo ângulo sobre o tema.
Tratado de Simbólica
Esta obra de Mário Ferreira dos Santos examina a simbólica como uma linguagem universal que conecta o mundo sensível às realidades metafísicas e espirituais. O autor investiga como os símbolos e números funcionam através da participação, permitindo que o ser finito se relacione com o Absoluto ou a Divindade. Através de uma análise dialética e analógica, o texto explora o significado profundo de elementos como a tríade, o sol e a árvore em diversas tradições religiosas.
Plotino ou a simplicidade do olhar
Esta obra de Pierre Hadot oferece uma análise profunda sobre a vida e o pensamento de Plotino, o influente filósofo neoplatônico da Antiguidade. O autor destaca que, diferentemente dos escritores modernos, Plotino priorizava a fidelidade à tradição em vez da originalidade individual em seus tratados, conhecidos como as Ennéades. Através de metáforas como a escultura da alma e o mundo como um palco teatral, o texto explora a busca pela unidade espiritual e pela simplicidade do olhar contemplativo. Hadot examina a transição da alma em direção ao mundo inteligível, enfatizando que a verdadeira beleza reside na luz pura e na transcendência do ser. Além da teoria filosófica, os registros biográficos detalham a trajetória de Plotino desde Alexandria até Roma, onde estabeleceu sua escola sob proteção imperial. A obra funciona como um guia para compreender como a experiência interior e o desapego das circunstâncias externas definem a sabedoria plotiniana.
Gnose e Filosofia em Pierre Hadot
Esta coletânea de ensaios homenageia o professor Pierre Hadot, celebrando sua carreira acadêmica e a concessão de seu doutorado honoris causa pela Université Laval. Os textos exploram a intersecção entre a filosofia antiga, o neoplatonismo e o gnosticismo, analisando como tradições espirituais influenciaram o pensamento ocidental. Diversos autores examinam manuscritos de Nag Hammadi, discutindo temas como a ascensão da alma, a natureza do mal e a prática da alquimia como exercício intelectual. A obra destaca a importância de manter um rigoroso método histórico diante dos desafios da modernidade capitalista. Assim, o volume estabelece diálogos profundos entre a mística judaica, o hermetismo e as teorias de filósofos como Plotino e Porfírio.
Da Sociabilidade Fraternal ao Objeto de Estudo Acadêmico
Minha aproximação com a Maçonaria remonta a um período considerável, cuja extensão omito apenas para preservar a discrição sobre minha própria senioridade. Este interesse desenvolveu-se em constante diálogo com minhas formações acadêmicas em Filosofia e Teologia, ambas concluídas antes mesmo de meu contato direto nessa sociabilidade ilustrada. Ao longo dessa trajetória, busquei estabelecer uma dialética que integrasse o rigor da formação crítica, em seu sentido técnico e erudito, à dimensão de sociabilidade filosófica que a maçonaria sempre se mostrou em minhas leituras e interpretações mais elaboradas.
O Império Ataca e o Tio do Zap sofre Ataque
O título é provocativo, mas visa orbitar uma questão desenvolvida em outras duas resenhas de opinião, nas quais se colocava em tela o problema da manufatura simbólica operacionalizada por uma cultura de senso comum sobre temas que pretendem definir a totalidade da realidade. Vale, nesta abertura, registrar que minha questão não reside no desdém por um tipo de conhecimento partilhado no espaço público; a crítica dirige-se ao fato de esse saber ter se tornado simplório, raso, vulgar e soberbo, sendo incapaz de perceber seus próprios limites. Um saber geral, compartilhado na esfera da cidadania, não deveria ser confundido com o que é simplificado, simplista ou superficial. A crítica reside justamente nessa dupla relação, o saber geral tornou-se raso e brutal, bem como não reconhece os seus próprios limites.
Humanidades e o Tio do Zap
Ainda sobre o senso comum ou o Tio do Zap e o quanto o tema é resistente ou persistente na esfera profissional daqueles que trabalham no campo de saber enfeixado na sigla Humanidades e Ciências Sociais, rascunho hoje outra reflexão hipotética. O agir profissional desse metiê em particular não consegue se ver livre dessa peleja por dois motivos fundamentais que inauguram sua dificuldade diagnóstica. Primeiro, pelo uso da linguagem corrente para a manufatura simbólica especializada, que é a mesma em circulação franca e compõe a manufatura simbólica do cotidiano. Depois, porque, em última apreciação, o agir profissional desse fazer, sua práxis diferencial, incide não por acaso, mas fundamentalmente, sobre o senso comum como a totalidade das trocas simbólicas das comunidades humanas. Por isso, ele é o objeto e o campo da práxis do especialista em Humanidades.
O Antropomorfismo Político e a Miséria do Senso Comum
A circulação de narrativas que pretendem explicar a complexidade do real a partir da vida privada não constitui um fenômeno inédito para as Ciências Sociais. Émile Durkheim [2007], ao estabelecer o método sociológico, já alertava para a resistência que os valores da cultura geral e as pré-noções impõem ao esforço científico na busca pela verdade. No cenário contemporâneo, essa força do senso comum projeta sobre a realidade política um conjunto de ideias que, embora carentes de rigor, possuem uma eficácia prática devastadora. Tais narrativas motivam o engajamento em campos ideológicos que sustentam, por meio do voto e da anuência, grupos que ocupam o poder de fato.
Mapa do Site AMF3: Uma Jornada Intelectual Através de Nossos Post
Mapa do Site AMF3 | Escola de Filosofia Mapa do Site AMF3 Uma jornada intelectual através de nossos posts: filosofia, maçonaria e educação. Explore nosso acervo com mais de 900 postagens. Este mapa foi estruturado para oferecer um caminho claro pela nossa produção intelectual ao longo dos anos. Eixos de Conteúdo Filosofia de Vida Maçonaria como Escola Filosofia Aplicada Filosofia e Educação Ensino Religioso Filosofia como Exercício Filosofia e Sociologia Filosofia e Maçonaria Maçonaria…
