Os Pitagóricos e o número como “princípio”

Os Pitagóricos e o número como “princípio”

Pitagóricos e os números como princípio

Prof. Me. Cídio Lopes de Almeida

 

Os fragmentos abaixo tiveram como propósito o uso didático e foram retirados da obra História da Filosofia de Giovanni Reale. REALE E ANTISERI. 2007. p. 23. V 1

“Os Pitagóricos herdam dos predecessores a problemática do
princípio, mas a deslocam sobre um plano novo e mais elevado. O princípio da realidade é para os Pitagóricos não um elemento físico, mas o “número”’.

“Explicam sua tese em base ao fato de que todos os fenômenos mais significativos (em particular as harmonias musicais, os fenômenos astronômicos, climáticos e biológicos) acontecem segundo regularidade mensurável e exprimível com números. O número, portanto, é causa de cada coisa e determina sua essência e a recíproca relação com as outras.”

“Para exatidão, segundo os Pitagóricos não são os números enquanto tais o fundamento último da realidade, mas os elementos do número, ou seja, o “limite” (princípio determinado e determinante” e o “ilimitado” (princípio indeterminante). Cada número é síntese destes dois elementos: nos números pares prevalece o ilimitado e nos ímpares o limite.”

“Se tudo é número, tudo é “ordem” e o universo inteiro aparece como um kósmos (termo que significa justamente “ordem”) que deriva dos números, e enquanto tal é perfeitamente cognoscível também nas suas partes.”

“Os pitagóricos derivam do Orfismo tanto o conceito de metempsicose quanto o conceito de vida como expiação/purificação para poder retornar junto aos deuses, mas atribuíram a virtude catártica não a ritos e práticas, como queiram os Órficos, mas ao conhecimento e à ciência, isto é, à “vida contemplativa” em grau supremo – chamada “vida pitagórica” – a qual eleva o homem e o leva à contemplação da verdade”. (REALE E ANTISERI. 2007. p. 25. V. 1)

 

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