Quando a esmola é demais o Santo desconfia!
Essa brevíssima anotação, que é uma primeira recolha de fontes, tem como objetivo problematizar a presença de organizações não governamentais na formulação de políticas públicas educacionais e, em consequência, na própria configuração da escola pública. Parte-se da hipótese de que, ao recorrer apenas aos sites institucionais dessas entidades, não é possível identificar os reais interesses de quem efetivamente financia e sustenta tais projetos, já que a narrativa apresentada é sempre marcada por um discurso de neutralidade e benevolência. Por isso, torna-se necessária uma leitura crítica dessa “boa vontade bem remunerada”, que, sob a aparência de filantropia e compromisso social, pode encobrir estratégias de poder e influência sobre o futuro da educação nacional. Um exemplo semelhante poderá ser visto em documentário conduzido pelo jornalista Bob Fernandes em “Exclusivo, documentos: com instituições dos EUA articularam/financiaram avanço neoliberal no Brasil”. [Cana Bob Fernandes] 14 de jul. de 2025. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=n6F2kjLnN3g
Para aprofundar este debate, no caso da educação, seguem algumas fontes jornalísticas e acadêmicas que oferecem análises independentes:
SOUZA, D. D. L. A atuação do movimento Todos Pela Educação Básica Brasileira: Do empresariamento ao controle ideológico. Link Locus UFV
MAGALHÃES, Á. C. O “pacto pela educação” e o mistério do “todos”. Link Scielo
CartaCapital. “Todos pela Educação? Ou pelo Mercado?” Link.
Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Notas críticas sobre o Fundeb e a atuação de ONGs. campanha.org.br
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