Formação do Aprendiz Maçom 004

 

Prof. Me. Cídio Lopes

Todo domingo às 20 horas, aula ao vivo.
https://zoom.us/j/8369794677 

Hoje vamos valar dos símbolos maçônicos. No áudio aula e no texto abaixo.

 
 
 

* Notas de esclarecimentos no fim do texto.

Há, não esqueça de citar a fonte da pesquisa. Pode ser:

 LOPES DE ALMEIDA, C. A Régua, o Maço e o Cinzel.  AMF3.Disponível em: http://www.amf3.org/2012/10/a-regua-o-maco-e-o-cinzel.html

 

Régua, o Maço e o Cinzel

 

A Régua é um utensílio usado nas Lojas Maçônicas e que simboliza a retidão dos princípios maçônicos e a retidão da conduta que deve ser observado pelos Maçons. Portanto, trata-se do seguinte expediente pedagógico. Para falar de algo da esfera moral, de como agir na vida social, a maçonaria utiliza de instrumentos vinculados à construção civil. Ela toma esses instrumentos e faz uso deles em sentido metafórico, isto é, uma régua na sua função original é para “traçar linhas retas”, fazer medidas, etc. Dessa qualidade da coisa, da régua, se faz um salto para coisas humanas. Assim, régua que representa “um risco reto”, “um risco certo”, vira uma figura metafórica para “retidão moral”, etc. E assim procede com todos os demais utensílios. Todos são tomados em sentido metafórico. Essa estratégia pedagogia funciona no sentido de ser fácil de fixação na memoria das pessoas.

O presente trabalho, nas linhas abaixo, será melhor compreendido por quem vivência um dado contexto. No qual se faz a leitura de outros textos e se debate ideias em torno das três palavras “Régua, Maço e Cinzel”, para o curioso em geral, talvez soe faltando partes, o que é verdade, por pressupor que o leitor já as tenha; participa do contexto desse texto. Um bom leitor, por outro lado, consegue inferir os “sujeitos ocultos” do texto. A leitura, porém, fluirá mais rápido e normal para quem habita o contexto desse texto.

Posto essa ideia fundamental, em que se faz uso de um objeto corriqueiro em sentido metafórico e que esse texto implica na habitação do contexto que ele é produzido, continuemos analisando os objetos aqui em questão.

Todo Maçom deve observar escrupulosamente o cumprimento das Leis que lhe são impostas, ao menos esse é um culto, isto é, se diz isso sempre que oportuno. Cumprir as Leis é um sinal de obediência e de fazer corpo de uma “sociabilidade” que congrega várias pessoas. A obediência conduz á ordem e, assim, cumprir as Leis é uma forma de retidão. Por isto, a Régua simboliza o meio de assegurar o cumprimento das normas do comportamento humano sem as quais não pode haver ordem. Estas normas constituem o equilíbrio de todas as ações, assim elas consubstanciam uma medida que pode ser avaliada pelos módulos da Régua.

Em Maçonaria usa-se a Régua de 24 polegadas significando as 24 horas do dia, estas 24 horas devem ser divididas pelo Mestre de Cerimônias, que é quem porta a insígnia de Régua, em espaços iguais destinados ao trabalho, ao repouso, aos exercícios físicos e mentais e a recreação.

A Régua de 24 polegadas serve para medir e planear a obra: corresponde a Sabedoria do Ven.’., que também a de medir e planear quando dirige os trabalhos.

A Significação simbólica nos ensina que quando no plano moral, o homem deve medir prudentemente os seus planos de ação, deve medir e apreciar o contorno de suas ideias como se mede um pedaço de pedra, para ter o conhecimento exato de seu valor e de sua utilidade. Material, com espiritualidade, medir é saber e o erro começa onde se perde o censo da medida.

Para Abelain a Régua é o “Ouro dos Filósofos” simbolizando a “regularidade na aplicação”. Palavra originada do latim “regula” ela, na Maçonaria, é tomada como símbolo do infinito, eis que a linha reta não apresenta princípio e nem fim. Desta forma podemos tê-la como símbolo do

aperfeiçoamento constante, da retidão, da lei, da moralidade e do dever.

Por isso a Maçonaria não impõe nenhum limite, é livre da investigação da verdade, e para garantir a todos essa liberdade, ela exige de todos a maior tolerância                                                           

O Maço representa a inteligência e a razão que tornam o Maçom capaz de discernir o Bem do Mal, o Justo do Injusto

 

Utilizado para desferir golpes, tem relação com o lº Vig.’. cuja qualidade é a força e cuja missão consiste na transmissão de energia. E para transmitir aos instrumentos a força de im­pulsão necessária à execução do trabalho. O Maço é o poder, é a força. Qualquer que seja o sistema de impulsão adotado modernamente nos labores do homem, ele se deriva da idéia primitiva do golpe. O Maço é a ação.

A tarefa do homem na vida, em síntese, tem como fim a remoção e transformação da maté­ria; toda ação humana se reduz a isso, quer no campo material, quer da esfera moral. Mover pedras e terras para a construção de um edifí­cio; mover pensamentos e idéias, para a cons­trução de um ideal; para mover pedras e terra é necessário a impulsão muscular; para mover e transladar idéias, é necessária a impulsão moral –  ação, vontade, força espiritual.

Se, no plano físico, a Régua tivesse traçado as suas linhas e o Cinzel estivesse pronto para realizá-los na pedra, mas faltasse força no braço do Obreiro, o trabalho conciencioso da Régua e as qualidades de penetração do Cinzel de nada serviriam; a obra não seria realizada.

O Maço é a impulsão que leva para á frente, O Maço é a Energia.

 

Não devemos confundir o Malhete do Venerável Mestre com o Maço, porque o mesmo é o instrumento que o neófito dá as primeiras pancadas na pedra bruta, a qual representa o Homem sem instrução, áspero de caráter, por falta de conhecimento e que mais obedece aos seus instintos do que a razão.

O cinzel é uma ferramenta pontiaguda com a qual se esculpem as pedras por mais duras que sejam, dando-lhes forma e modelo.

 

Corresponde ao 2º Vig.’., porque como es­te representa o elemento da Beleza, assim o Cinzel é o instrumento com que o Maçom cinze­la a pedra tosca, nela criando linhas superficiais e molduras, para o embelezamento do edifício.

Simbolicamente modela o espírito e a alma, de acordo com os mandamentos da Sabedoria. Representa as nossas faculdades morais e espi­rituais, subordinadas ao nosso saber e à nossa prudência. Sem o desenvolvimento dessas for­ças o Maçom não poderia agir no meio que o circunda, nem poderia dar feição à sua própria natureza.

Este Cinzel maçônico deve ter fio e têmpera capazes de um esforço grande e tenaz, isto é, o Maçom deve ter sentimentos generosos, mente sã, fé profunda, estoicismo e capacidade de so­frimento.

 

Desde que o homem começou a utilizar o cinzel foi, aos poucos, se aperfeiçoando em suas obras e puderam desta forma serem feitos: as construções, as esculturas e as gravuras.

O serviço do cinzel pode ser exemplificado pelas obras feitas pelos Egiptólogos a milênios de anos atras, tais como: as pirâmides, os artefactos da tumba do Rei Tut, a esfinge, o monólito egípcio que esta exposto no Museu Britânico, e a pedra Menfíta, que contem os mais antigos conceitos humanos, e outros.

O cinzel além de poder ser utilizado como ferramenta pode também ser um símbolo para se atingir a perfeição do ser humano, estando por exemplo nas mãos de obreiro que tenham bons princípios e costumes pode não ser construídas obras de grandes relevâncias.

Nós aprendizes, recebemos a pedra bruta, assim como os Egiptólogos, os escultores, etc., a recebiam para modelar suas obras.

Podemos assim iniciar na aprendizagem por bons princípios e costumes para atingirmos a perfeição, e sermos úteis a humanidade. Deste modo, utilizando destes princípios podemos ter a honra de pertencer a esta augusta e salutar sociedade.  

 

Apresentação

Esse blog é apenas um blog. Não nos confunda com alguma instituição. Trata-se de um blog mantido por um professor de filosofia, que procura, através desse blog, divulgar conteúdos de filosofia, essa mesma que se estuda na Escola de Ensino Médio ou nos anos iniciais das Faculdades. 

 Nosso objeto de pesquisa em filosofia é exatamente saber como aquelas escolas Antigas, lá da Grécia Antiga, chegaram aos nossos dias. E ainda, como elas se mantém em nossos dias. Certamente você leitor já ouviu falar de estoicos, epicuristas e pitagóricos? E hoje, quais são as escolas filosóficas? 

A tempo, verificamos que na internet ou mesmo nas cidades do interior de Minas Gerais, a Maçonaria, depois das Igrejas, tem presença discreta, mas ampla. Como escola filosófica é que a abordamos por aqui. Seus textos e materiais são públicos, passíveis de leitura por aqueles interessados; sendo eles participantes ou não. Claro, informação não é formação. Portanto, qualquer leitor e pesquisador tem acesso ao que é escrito por aqui.

 

 

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